A discussão sobre democracia e inteligência artificial levou à reflexão sobre o papel das tecnologias na produção documental. O conceito de ‘tecnodocumento’ surge quando a tecnologia não é apenas uma ferramenta, mas participa ativamente da criação e transformação dos documentos.
Enquanto a ‘tecnoditadura’ se refere à concentração de poder nas tecnologias, o ‘tecnodocumento’ aborda como a infraestrutura computacional influencia a produção documental. Essa relação altera a definição do que consideramos um documento, que agora pode ser um cálculo, não apenas uma inscrição.
A inteligência artificial introduz uma nova camada entre a ação e o registro, tornando o documento dependente de dados, modelos e operações computacionais. Isso levanta questões sobre a autoria e a proveniência, já que a origem de um documento gerado por IA pode não ser clara.
Além disso, a preservação de documentos na era digital exige que se mantenham os rastros que permitem entender como e por que um documento foi criado. A discussão sobre a tecnoditadura e o tecnodocumento revela a complexidade das relações entre poder, memória e tecnologia, que se entrelaçam no contexto atual.
