A Câmara Municipal da Estância Turística de Ibiúna aprovou, em Sessão Legislativa realizada nesta terça-feira, 29 de setembro de 2026, a criação de uma Comissão Especial de Vereadores (CEV) para investigar a prestação do serviço de transporte coletivo no município. A medida visa responder às crescentes reclamações sobre a diminuição de linhas e horários oferecidos pela empresa Viação Raposo Tavares.
O Projeto de Resolução, de autoria do vereador Charles Guimarães, estabelece que a CEV terá como finalidade “acompanhar, analisar e fiscalizar a prestação do serviço público de transporte coletivo no município de Ibiúna, a execução do contrato de concessão n.º 50/2019, a questão tarifária e o equilíbrio econômico-financeiro da concessão.”
A comissão será composta por cinco vereadores, indicados pelo Presidente da Câmara e respeitando a proporcionalidade partidária. A presidência da CEV será exercida pelo vereador Charles Guimarães, autor da proposta. O grupo terá um prazo de 360 dias para apresentar suas conclusões, com possibilidade de prorrogação.
A proposta foi aprovada por unanimidade pelos vereadores presentes. Sete parlamentares fizeram uso da tribuna para manifestar preocupação com a situação enfrentada pelos ibiunenses, que têm constatado a redução de linhas e horários no fornecimento dos veículos da Viação Raposo Tavares, empresa contratada desde 2019 para operar o transporte público na cidade.
Em seu discurso, o vereador Charles Guimarães ressaltou o momento de crise e a necessidade de diálogo. “É preciso entender e apontar soluções entre a empresa prestadora do serviço e a Prefeitura para que se chegue a um bom acordo”, afirmou.
Outros vereadores, incluindo Lucas Pires, Tiago Godinho, Rodrigo Moares, Paulinho Dias (líder de Governo), Rodrigo de Lima e o presidente Carlinhos Marques, também expressaram suas análises. Carlinhos Marques resumiu o sentimento geral: “É muito triste o que está acontecendo no transporte público de Ibiúna. Entendemos que o contrato foi feito com a gestão anterior, mas não dá para concordar com o que está acontecendo, com trabalhadores perdendo horário de trabalho por falta d ônibus. A secretaria municipal responsável tem de ser mais ágil na solução. E a empresa, se não quer cumprir o contrato, que o rescinda e que venha outra prestar o serviço.”