quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Postado emSão Paulo, Vida e Saúde

Manual ensina crianças e jovens a monitorar saúde de riachos

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Manual ensina crianças e jovens a monitorar saúde de riachos
Manual ensina crianças e jovens a monitorar saúde de riachos

Um novo manual de bolso foi desenvolvido para ajudar crianças e jovens a monitorar a saúde ambiental de riachos, identificando invertebrados aquáticos que atuam como bioindicadores. O material, intitulado ‘Invertebrados: bioindicadores da saúde dos riachos’, é resultado de um projeto financiado pelo Edital USP Sustentável e está disponível para download gratuito no Portal de Livros Abertos da USP.

Os riachos, que representam cerca de 77% da rede fluvial do planeta, são essenciais para a biodiversidade e a qualidade da água dos grandes rios. Paula Caroline dos Reis Oliveira, uma das autoras do manual, destaca a importância de cuidar dos riachos para garantir a saúde hídrica. ‘Todos nós vivemos em uma bacia hidrográfica, e existe um riacho próximo de cada um de nós’, afirma.

O manual visa aproximar a ciência da população e incentivar a conservação dos ecossistemas aquáticos. Durante o projeto, foram realizadas atividades educativas em escolas e feiras de ciências, permitindo que estudantes da USP participassem ativamente da aplicação do conteúdo. O material conta com a colaboração de outros três pesquisadores, que contribuíram com suas especialidades para tornar o conteúdo acessível e didático.

O manual orienta sobre a coleta e identificação de invertebrados, sugerindo materiais como peneira, bandeja e lupa. É importante que as atividades sejam supervisionadas por um adulto e realizadas em locais seguros. Após a coleta, os participantes podem avaliar a saúde do riacho com base na pontuação dos organismos encontrados, que reflete a sensibilidade deles à poluição.

Os dados coletados podem ser enviados para um banco de dados coletivo, contribuindo para o monitoramento contínuo da saúde dos riachos. ‘Esperamos que este manual incentive cada vez mais pessoas a conhecerem os riachos e a participarem do monitoramento da sua saúde’, conclui Paula.

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