Pesquisadores da Unesp desenvolveram um universo simulado com milhares de galáxias para auxiliar na detecção de ondas gravitacionais. O estudo, publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, busca ampliar a capacidade de identificar e analisar esses fenômenos cósmicos.
A primeira detecção de ondas gravitacionais, anunciada em 2016, foi um marco na física, mas os astrônomos ainda enfrentam desafios para aumentar o número de eventos detectados. Atualmente, apenas 390 detecções foram confirmadas, muito abaixo das estimativas que sugerem a existência de milhares de ondas gravitacionais.
Com o avanço de novos detectores, como o Cosmic Explorer e o Einstein Telescope, a equipe da Unesp pretende prever como esses observatórios poderão melhorar a detecção e caracterização das ondas gravitacionais. O trabalho inclui um catálogo de eventos simulados que considera as galáxias onde ocorrem as fusões de objetos massivos, como buracos negros e estrelas de nêutrons.
Além disso, os pesquisadores exploram a possibilidade de combinar dados dos novos detectores com observações do telescópio LSST, que deve identificar bilhões de novos objetos celestes. A pesquisa foi iniciada por Ranier Menote, que buscava estudar a evolução do universo a partir das ondas gravitacionais.
Os pesquisadores utilizaram dados de estudos teóricos e observacionais para criar diferentes cenários de eventos, considerando as características dos sistemas que produzem ondas gravitacionais e suas galáxias hospedeiras. Essa abordagem permite investigar não apenas a quantidade de eventos detectáveis, mas também o ambiente galáctico onde ocorrem.
