quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Postado emPolítica, São Paulo

Debate sobre separação entre Igreja e Estado ganha destaque nas eleições de 2026

Debate sobre separação entre Igreja e Estado ganha destaque nas eleições de 2026
Debate sobre separação entre Igreja e Estado ganha destaque nas eleições de 2026
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A proximidade do primeiro turno das eleições de 2026 reacende o debate sobre os limites da participação religiosa na política brasileira. A separação entre Igreja e Estado, um princípio fundamental em democracias ocidentais, estabelece que o poder público não deve adotar uma religião nem manter relações de dependência com instituições religiosas.

No Brasil, a laicidade do Estado foi formalizada no início da República e está prevista na Constituição de 1988. Entretanto, a discussão sobre esse tema se intensificou com o aumento da presença de grupos religiosos na política, especialmente entre partidos e líderes cristãos.

Marcos Alexandre Capellari, doutor em História Social pela USP, explica que a separação entre Igreja e Estado no Brasil ocorreu mais tarde do que em outros países. No século 18, pensadores iluministas defendiam um Estado laico, criticando a influência da Igreja Católica nas decisões governamentais.

Nos Estados Unidos, o conceito de separação é associado à expressão “muro de separação entre Igreja e Estado”, proposta por Thomas Jefferson e ligada à Primeira Emenda da Constituição norte-americana. No Brasil, a Constituição de 1824 estabelecia o catolicismo como religião oficial, mas a separação jurídica foi consolidada com a República e o Decreto nº 119-A de 1890, que garantiu a liberdade de cultos.

Capellari alerta que a crescente representação de grupos religiosos em cargos políticos pode tensionar essa separação. Ele destaca a importância de preservar os direitos civis e evitar o fundamentalismo decorrente da interferência religiosa na política. Recentes conflitos relacionados a declarações sobre Nossa Senhora Aparecida trouxeram à tona a necessidade de um esforço coletivo para manter a laicidade do Estado.

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