O Instituto de Pesca (IP-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, tem utilizado metodologias alternativas in vitro e in vivo para pesquisar fitoterápicos na aquicultura. O objetivo é avaliar o potencial de extratos vegetais no combate a patógenos que afetam peixes e garantir a segurança dessas substâncias.
Desde 2011, a pesquisadora Cíntia Badaró Pedroso, da Divisão de Pesquisa e Desenvolvimento de Aquicultura do IP, realiza estudos com embriões do peixe-zebra (Danio rerio), conhecido como paulistinha. Essa abordagem integra investigações sobre quimioterápicos e fitoterápicos, visando tratar doenças em peixes de cultivo e ornamentais.
O ensaio in vivo com embriões de peixe-zebra é reconhecido como método alternativo ao uso de mamíferos, conforme as Resoluções Normativas nº 54 e nº 56 do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA). O método OECD 236, que avalia a toxicidade aguda em embriões de peixes, é um dos reconhecidos.
A pesquisa também inclui ensaios in vitro com oomicetos, organismos semelhantes a fungos, para testar a eficácia dos extratos vegetais contra microrganismos patogênicos. Essa combinação de metodologias permite avaliar tanto a eficácia quanto a segurança dos fitoterápicos.
Os estudos visam contribuir para práticas mais sustentáveis na aquicultura, com foco na utilização da diversidade florística brasileira. Cíntia destaca que “estarmos alinhados às diretrizes do CONCEA nos permite avançar em práticas aquícolas mais éticas e sustentáveis”.