A indústria de semicondutores está passando por uma transformação significativa devido ao avanço da inteligência artificial, com aumento na demanda, nos preços e nos investimentos. O setor superou a marca de US$ 1 trilhão em faturamento no primeiro semestre de 2026, representando uma alta de 40% em relação ao ano anterior, e a previsão é que alcance US$ 2,3 trilhões até 2030.
O professor Carlos Eduardo Viana, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), destaca que essa expansão está alterando a dinâmica competitiva do setor, que agora é impulsionado pela necessidade de infraestrutura de IA, ao invés de focar apenas em componentes tradicionais.
No Brasil, a adoção da inteligência artificial tem crescido entre as empresas, visando aumentar a produtividade e a automação. No entanto, o país ainda depende de importações para a fabricação de semicondutores. O aumento da demanda pode acentuar o déficit comercial, mas também cria oportunidades para atrair investimentos em data centers e na instalação de fabricantes internacionais de semicondutores.
A coluna De olho na I.A., com o Prof. Carlos Eduardo Vian, é transmitida toda sexta-feira às 8h30, na Rádio USP.