A internacionalização da ciência paulista é impulsionada por um sólido financiamento público-privado, um sistema de ciência e inovação estruturado desde o final do século 19 e a colaboração entre universidades, institutos, empresas e órgãos públicos, como a Fapesp.
As universidades públicas de São Paulo se destacam no Brasil, com as empresas investindo mais em pesquisa e desenvolvimento do que o governo. O Estado é o principal investidor em ciência, tecnologia e ensino superior no país.
A internacionalização começou na década de 1970, focando na capacitação de recursos humanos. Atualmente, o objetivo é integrar a pesquisa paulista às fronteiras da produção científica global, por meio de parcerias internacionais.
Recentemente, foi anunciado o Centro Internacional de Pesquisa do Politécnico de Turim, que será instalado no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), dando continuidade a iniciativas como o laboratório do Institut Pasteur na USP, inaugurado em 2024.
Além disso, a USP abriga o Centro Internacional de Pesquisa Transitions, vinculado ao CNRS da França, e no início de 2024, começará a funcionar o primeiro centro do Instituto Max Planck no Brasil, focado em arqueologia e direito.
A Fapesp tem aprovado milhares de projetos de colaboração internacional e bolsas de pesquisa, contribuindo para a fixação de lideranças científicas em São Paulo. O edital de 2025 do Programa Jovem Pesquisador recebeu propostas de 31 países, com destaque para a seleção de cientistas de renome.
As universidades e institutos de pesquisa do Estado desempenham um papel crucial na cooperação científica, mantendo diálogo constante com instituições internacionais. A Fapesp fortalece essa rede por meio de interações com agências de fomento de diversos países, promovendo projetos conjuntos e centros de excelência.
As Fapesp Weeks, eventos realizados no exterior, também são uma oportunidade de interação entre a comunidade científica paulista e internacional. Em 2026, ocorreram edições em Londres e na Holanda, com a participação de startups financiadas pelo Programa PIPE.
Assim, a internacionalização da ciência em São Paulo busca construir vínculos duradouros, ampliando a presença do Estado no cenário global e fortalecendo suas universidades e institutos como centros de pesquisa de impacto internacional.
