O professor Alessandro Batezelli, do Departamento de Geologia e Recursos Naturais do IG, integrou uma expedição ao Acre como parte do projeto Amazônia +10, promovido pelo CNPq e Fapesp. A iniciativa visa apoiar a pesquisa científica e o desenvolvimento sustentável na região amazônica.
O sul-sudoeste amazônico, especialmente o Acre, é conhecido por seus importantes sítios paleontológicos. Muitas áreas ainda inexploradas prometem revelar informações sobre a fauna do Mioceno, um período que abrange de 23 a 5 milhões de anos atrás e que foi marcado por significativas mudanças climáticas e ambientais.
A proposta do projeto inclui expedições a rios menos conhecidos para a coleta sistemática de fósseis e amostras para datações geocronológicas. Batezelli relata: “Fizemos uma expedição pelos rios Iaco e Macauã, no Acre, onde descobrimos novos sítios paleontológicos e interagimos com a comunidade ribeirinha.”
Durante a expedição, foram encontrados fósseis de troncos, peixes, moluscos, crocodilos, preguiças gigantes e folhas de árvores. O professor também destacou a distribuição de uma cartilha que apresenta o projeto e suas descobertas para as famílias ribeirinhas.
A análise dos fósseis coletados incluirá identificação taxonômica e geoquímica isotópica, além de escaneamentos 3D para a criação de um banco de dados virtual. O projeto também envolve a colaboração de ribeirinhos e povos originários, que participam do treinamento em preservação do patrimônio paleontológico local.