No Dia Mundial da Contracepção, celebram-se os avanços na disponibilidade de métodos contraceptivos no Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo opções de alta eficácia e longa duração. A Lei 14.443/2022 facilitou o acesso a laqueaduras e vasectomias, eliminando a necessidade de autorização de cônjuge. Além disso, novos métodos não hormonais que utilizam tecnologia, como aplicativos, estão sendo introduzidos.
No entanto, os desafios permanecem significativos. Muitas mulheres e pessoas que gestam ainda não têm acesso a métodos contraceptivos ou não podem usar aqueles que desejam. Efeitos colaterais de métodos hormonais frequentemente não recebem a devida atenção, refletindo falhas na assistência. No Brasil, cerca de metade das gestações são não intencionais, e a situação não mostra sinais de melhora.
As barreiras no acesso a métodos contraceptivos, como falta de insumos e longas filas, limitam a autonomia reprodutiva. A escolha de ter ou não filhos deve ser um direito garantido, mas muitas pessoas ainda enfrentam dificuldades para exercer essa liberdade. É essencial que políticas públicas sejam implementadas para superar esses obstáculos e assegurar os direitos sexuais e reprodutivos.
