O Ministério da Saúde do Brasil intensificou as ações de monitoramento do sarampo em resposta ao aumento de casos nos Estados Unidos e em outros países das Américas.
Segundo a pasta, os EUA registraram o maior número de casos anuais em mais de 35 anos, com mais de 90% dos infectados sendo pessoas não vacinadas ou com vacinação desconhecida.
Na América, países como Guatemala, México, Peru e Canadá concentram mais de 95% dos casos confirmados da doença, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
No Brasil, até 5 de outubro, foram registrados 52 casos importados, sendo 41 em São Paulo, 10 no Amazonas e um no Rio de Janeiro. Apesar disso, o país continua classificado como livre de circulação endêmica do sarampo.
Para conter a transmissão, o ministério implementou ações como busca ativa, investigação epidemiológica e bloqueio vacinal, com vacinação intensificada em locais de grande circulação.
A vacina contra sarampo, que faz parte do calendário infantil, está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). A cobertura da primeira dose da vacina tríplice viral alcançou 93,10% em 2025.
A pasta destaca a importância de manter altas taxas de vacinação e vigilância para prevenir a circulação sustentada do vírus no país.
