A peça “Um Tempo Chamado Yayá”, da Cia. Coexistir de Teatro, explora a vida trágica de Sebastiana de Mello Freire, conhecida como Dona Yayá, que viveu confinada em seu casarão por 36 anos devido a problemas psiquiátricos. A montagem estará em cartaz no Complexo Cultural Funarte, em São Paulo, de 9 de outubro a 1º de novembro.
Com texto e direção de Patrícia Teixeira, a peça propõe uma reflexão sobre a doença mental em seu contexto cultural e social, abordando questões de gênero e a institucionalização das mulheres ao longo da história. “A peça vai fazer com que o espectador se aproxime dessa personagem e traga uma reflexão importante sobre as relações de gênero ainda presentes na sociedade”, afirma Teixeira.
O elenco, formado por oito atrizes e um ator, retratará as diversas fases da vida de Dona Yayá, desde sua infância até seu confinamento em 1925, e sua morte em 1961. O casarão onde ela viveu é atualmente parte da USP, abrigando o Centro de Preservação Cultural Casa de Dona Yayá.
A peça estreia nesta sexta-feira, às 20 horas, e será apresentada de sexta a sábado, às 20 horas, e domingo, às 19 horas. Os ingressos custam R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (meia), disponíveis na plataforma digital Sympla.