O daraxonrasib, novo medicamento aprovado pela FDA, oferece novas opções para pacientes com câncer de pâncreas metastático, mostrando resultados superiores à quimioterapia tradicional.
Desenvolvido pela Revolution Medicines e comercializado como Rasonque, o daraxonrasib demonstrou aumentar o tempo de sobrevida e controle da doença em um estudo clínico de fase 3, que envolveu 500 pacientes.
A indicação é para adultos com adenocarcinoma de pâncreas metastático que já passaram por pelo menos uma linha de tratamento. A oncologista Maria Ignez Braghiroli, do Icesp, ressalta que essa aprovação abre caminho para novas pesquisas sobre prolongamento da resposta ao tratamento.
O tratamento do câncer de pâncreas varia conforme o estágio da doença. Nos casos em que o tumor é ressecável, a cirurgia é uma opção, geralmente acompanhada de quimioterapia. Para os casos avançados, onde a cirurgia não é viável, a quimioterapia é uma alternativa principal.
O daraxonrasib atua em proteínas da família RAS, frequentemente alteradas no câncer de pâncreas. Apesar dos resultados promissores, a resposta ao tratamento pode variar e novos estudos estão sendo realizados para avaliar combinações com quimioterapia.
Fatores de risco como tabagismo e histórico familiar devem ser considerados na prevenção do câncer de pâncreas. Sintomas persistentes como dor abdominal, perda de peso inexplicada e mudanças na coloração da pele devem ser investigados por profissionais de saúde para um diagnóstico precoce.
No Brasil, a inclusão do daraxonrasib no tratamento depende de avaliação das autoridades regulatórias, enquanto as opções atuais se baseiam em cirurgia e quimioterapia.