No dia 23 de setembro, durante a 81ª Assembleia Geral da ONU, a Columbia Law School, em Nova York, sediou o evento “The Future of Climate Litigation Worldwide and Best Practices for Brazil”, que reuniu pesquisadores e juristas para discutir a litigância climática global e suas implicações para o Brasil.
A superintendente de Gestão Ambiental da USP, Patrícia Iglecias, destacou que a litigância climática qualificada deve começar antes da chegada aos tribunais, enfatizando a importância da produção de dados científicos. “Decisões sobre causalidade e responsabilidades dependem da qualidade dos dados apresentados”, afirmou.
O evento abordou a urgência da crise climática, com a concentração de dióxido de carbono na atmosfera atingindo níveis alarmantes. No Brasil, a emergência climática se manifesta em eventos extremos, como enchentes e secas, exigindo respostas baseadas em cooperação e conhecimento confiável.
A USP, com sua vasta estrutura, está posicionada para contribuir com a produção de conhecimento e evidências necessárias para enfrentar esses desafios. A universidade já integra o ranking UI GreenMetric e possui iniciativas voltadas à sustentabilidade, como o Programa USPSusten e o Centro USP Pró-Clima.
O Centro, que foca em pesquisa sobre mudanças climáticas, também aborda a litigância climática, reconhecendo a importância de uma governança colaborativa que envolve o Judiciário e a sociedade civil. A USP busca desenvolver metodologias e evidências que ajudem na formulação de políticas públicas e decisões judiciais.