No dia 1º de outubro, o mundo celebrou o Dia Internacional do Café, uma data reconhecida pela Organização Internacional do Café (OIC) e que será oficialmente estabelecida pela Assembleia Geral das Nações Unidas a partir de 2026. Em São Paulo, a produção de café tem uma importância histórica e econômica significativa, com características únicas que variam conforme as regiões produtoras.
Segundo Fernando Nakayama, engenheiro agrônomo da APTA REGIONAL de Adamantina, o café chegou ao estado no século XIX, pelo Vale do Paraíba, e sua expansão foi impulsionada pela construção de ferrovias, contribuindo para o desenvolvimento de áreas como a Alta Paulista e Noroeste Paulista. A diversidade de solos e climas em São Paulo resulta em uma variedade de cafés.
O estado abriga o maior Banco de Germoplasma de Café do Brasil, com cerca de 20 mil plantas, essencial para o melhoramento contínuo da cafeicultura. Além disso, São Paulo também se destaca na produção de café robusta, com condições que permitem a obtenção de grãos de alta qualidade.
Com sete Indicações Geográficas reconhecidas, os cafés paulistas são diferenciados por atributos territoriais e de manejo. A produção anual varia entre 4,5 milhões e 6 milhões de sacas, refletindo a importância do estado tanto na produção quanto no consumo de café no Brasil.