segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Postado emSão Paulo, Vida e Saúde

Consumo excessivo de álcool na adolescência altera cérebro na vida adulta

Consumo excessivo de álcool na adolescência altera cérebro na vida adulta
Consumo excessivo de álcool na adolescência altera cérebro na vida adulta
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Um estudo da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, com apoio da Fapesp, revela que o consumo excessivo de álcool durante a adolescência pode causar alterações permanentes no cérebro. A pesquisa, realizada com camundongos, mostrou que a exposição a altas doses de álcool, semelhantes ao consumo episódico excessivo, aumenta a propensão a comportamentos de risco e ao uso de bebidas alcoólicas no futuro.

Os efeitos observados variaram conforme o sexo e a fase da adolescência em que ocorreu a exposição ao álcool. Os pesquisadores relacionam essas mudanças a prejuízos no amadurecimento cerebral, especialmente no córtex pré-frontal, que é crucial para a tomada de decisões e controle de impulsos.

De acordo com dados do terceiro Levantamento Nacional sobre Uso de Drogas, 5% dos adolescentes de 12 a 17 anos relataram pelo menos um episódio de consumo excessivo de álcool nos 30 dias anteriores à pesquisa. Entre os jovens de 18 a 24 anos, esse índice sobe para 20,5%.

Considerando que o desenvolvimento cerebral continua até cerca de 25 anos, especialistas alertam para a importância de adiar o início do consumo de álcool. O Dr. Bartô enfatiza que o uso precoce pode comprometer o desenvolvimento cerebral e aumentar comportamentos de risco, recomendando que o contato com a bebida seja adiado até a maturação do cérebro.

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