quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Postado emSão Paulo, Vida e Saúde

Filhote de anta é resgatado no oeste paulista após fratura

Filhote de anta é resgatado no oeste paulista após fratura
Filhote de anta é resgatado no oeste paulista após fratura
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Uma operação de resgate foi realizada no Parque Estadual Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio, onde uma filhote de anta-brasileira (Tapirus terrestris) foi encontrada com cerca de 20 dias de vida e uma perna fraturada. A anta, nomeada Timótea, foi resgatada pela Fundação Florestal em parceria com a Usina Atvos, após ser localizada em um canavial no início de setembro.

Timótea chegou ao atendimento veterinário pesando 13 quilos e, atualmente, já está com aproximadamente 17 quilos. Após passar por cirurgia para tratar fraturas na tíbia, fíbula e pelve, a filhote apresenta evolução positiva, embora ainda exija cuidados constantes.

A equipe da Usina Atvos acionou a Fundação Florestal ao encontrar a filhote caída, com sinais de ferimentos. O resgate envolveu uma busca de cerca de quatro quilômetros, onde a camuflagem natural da pelagem da anta dificultou a localização. “Quando conseguimos encontrá-la, percebemos que ela realmente precisava de atendimento rápido”, afirmou Andrea Pires, diretora de Biodiversidade da Fundação Florestal.

Após os primeiros cuidados, Timótea foi levada ao Instituto APASS, em Assis, onde está sob acompanhamento veterinário. Radiografias identificaram fraturas e um tratamento cirúrgico foi realizado. O biólogo Marinho destacou que, apesar da boa evolução, o prognóstico ainda é reservado, e novas avaliações serão feitas para acompanhar a recuperação.

A possibilidade de soltura da filhote dependerá de sua recuperação clínica completa e do desenvolvimento de comportamentos adequados para a sobrevivência na natureza. A Fundação Florestal continua monitorando o estado de saúde de Timótea, priorizando seu bem-estar.

A história de Timótea ressalta a importância da conservação da anta-brasileira, que desempenha um papel crucial na regeneração da vegetação ao dispersar sementes. A presença dessa espécie no Parque Estadual Morro do Diabo destaca a necessidade de preservar os remanescentes de Mata Atlântica e garantir a segurança da fauna local.

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