Em Itanhaém, aprendizados com estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental foram reconhecidos no Prêmio ODS Educação Litoral 2026, realizado nesta quarta-feira (14), em Santos. As iniciativas trabalham temas como preservação da água, oceano, Mata Atlântica, cultura caiçara, reaproveitamento de materiais e consumo consciente.
Na EM Carlos Augusto Guimarães da Silva, o projeto levou os alunos a conhecer os ambientes naturais da região por meio de atividades lúdicas. Com garrafas, copos descartáveis usados, cascas de ovos, rolos de papel higiênico e papelão, as crianças criaram representações de diferentes ambientes, em um percurso que vai da Serra do Mar ao manguezal, aos rios e ao oceano. A escola conquistou o 2º lugar na Educação Infantil. “Nosso projeto surgiu da vontade de proporcionar a prática sobre o meio ambiente de maneira lúdica e significativa. Como resultado, apresentamos uma imersão que percorre os ambientes naturais da nossa região. Ficamos muito felizes com o reconhecimento e com o segundo lugar”, destaca Caroline Rodrigues, assessora da unidade.
Na EM Pedrina Pompeu Bastos, o projeto Moeda Social Bastos: Educação Financeira e Construção de Valores criou uma moeda social para ensinar matemática, planejamento financeiro, consumo consciente e cooperação. Atividades como horta escolar, reaproveitamento de materiais, produções artísticas e feiras ajudam a aproximar os conteúdos da realidade dos estudantes. A proposta também fortalece os vínculos com as famílias e a comunidade. A escola conquistou o 1º lugar no Ensino Fundamental. Para a diretora Juliana Messias, a iniciativa ganhou ainda mais força após o incêndio que atingiu a unidade em fevereiro de 2025, estimulando a busca por novas estratégias de aprendizagem e aproximação com as famílias. “Conquistar o primeiro lugar representa o reconhecimento de um trabalho coletivo, construído com dedicação pela equipe escolar, pelos estudantes, pelas famílias e pelos parceiros. Essa conquista mostra que a escola vai além de seus muros e que, juntos, podemos transformar realidades”, afirma.
Na EM Leonor Mendes de Barros, o projeto Pequenas Mãos, Grandes Marés — Educação Ambiental, Cultura Oceânica, Cultura Caiçara e Sustentabilidade em Itanhaém aproximou as crianças do território por meio de vivências com rios, praia, manguezal e elementos da natureza. As atividades incluíram plantio, hortas, coleta de tampinhas, desfile sustentável, passeios e brincadeiras com materiais reaproveitados, sempre com a participação das famílias. A unidade conquistou o 3º lugar na Educação Infantil. “Educar para preservar vai muito além de falar sobre o meio ambiente. É permitir que as crianças vivenciem, sintam, cuidem e façam parte. Quando aprendem a amar e a pertencer ao lugar onde vivem, também aprendem a cuidar e preservar”, ressalta Amanda Santiago, assessora da escola.
Já na EM Maria da Penha, o projeto Exploradores do Oceano uniu leitura, pesquisa e educação ambiental. Os alunos do 3º ano estudaram animais marinhos, produziram fichas técnicas, organizaram uma enciclopédia e construíram representações dos animais com materiais reciclados. As atividades também envolveram a cultura caiçara e a preservação ambiental. A escola conquistou o 3º lugar no Ensino Fundamental. Segundo Janaína Tassara, assessora da unidade, o trabalho despertou o interesse dos estudantes e mobilizou as famílias. “As crianças participaram muito, e as famílias também se envolveram. Esse sentimento de pertencimento foi muito importante. A escola também se destacou na arrecadação de tampinhas, mostrando como pequenas ações podem mobilizar toda a comunidade”, conta.
Na EM Prof.ª Shirley Mariano Estriga, o projeto Maré de Histórias: De Itanhaém ao Brasil, onde nossas raízes se encontram valoriza a história, o patrimônio cultural e ambiental do município e a cultura caiçara. A proposta parte das referências locais para apresentar às crianças outras culturas e regiões brasileiras, relacionando identidade, diversidade e preservação. A escola conquistou o 2º lugar na Educação Infantil. “O projeto nasceu do desejo de despertar nas crianças o orgulho, o amor e o sentimento de pertencimento por Itanhaém. A partir das nossas origens, ampliamos o olhar para outras cidades e regiões do Brasil, mostrando como nossa história se conecta à diversidade cultural do país”, explica Chymenes Oliveira.
Além das premiações das escolas, a Secretaria Municipal de Educação (SEDUC) conquistou o 2º lugar na categoria Secretarias de Educação, com o trabalho Itanhaém: Territórios de Saberes, desenvolvido pela equipe de Educação Ambiental. A Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente e Bem-Estar Animal também ficou em 2º lugar, na categoria Secretarias Intersetoriais, que reconhece iniciativas realizadas em parceria com a Educação por meio dos projetos do Centro de Educação Ambiental (CEA) de Itanhaém. Entre as ações desenvolvidas estão as visitas monitoradas ao CEA, que aproximam os estudantes dos recursos naturais e da preservação da água, e o projeto PilhAção, que incentiva a arrecadação de pilhas e baterias usadas para destinação adequada. O trabalho conjunto entre escolas, equipes municipais, famílias e comunidade tem formado estudantes mais conscientes e comprometidos com o cuidado com a cidade e o meio ambiente.
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) integram a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que reúne metas para melhorar a qualidade de vida da população e proteger o planeta. Em 2026, o Prêmio ODS Educação Litoral reuniu 71 práticas de oito municípios da Baixada Santista e do Litoral Paulista: Itanhaém, Cubatão, Guarujá, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente. A premiação reconhece iniciativas que aproximam a educação dos desafios sociais e ambientais e incentivam práticas sustentáveis dentro e fora das escolas.
