Pesquisadores se reuniram no Centro de Convenções da Unicamp para discutir a relação entre ciência, sociedade e a formação de professores durante o Fórum Permanente “Função Social da Educação Científica e Tecnológica”, realizado na última sexta-feira (16).
O evento, organizado pela Faculdade de Educação (FE), abordou a importância da educação científica além do ensino de disciplinas como física, química e biologia, enfatizando como a formação científica pode ajudar as pessoas a entender e participar criticamente das questões sociais.
Na abertura, o professor Juliano Camillo, um dos organizadores, destacou a ambivalência da relação contemporânea com a ciência, que é vista como solução para crises sociais e ambientais, mas também enfrenta desconfiança. “Qual é, no fim das contas, a natureza desse problema que estamos enfrentando?”, questionou Camillo, ressaltando a necessidade de compreender os problemas antes de buscar soluções.
Camillo também abordou a ideia de que o acesso à informação científica não garante a compreensão do conhecimento, citando barreiras econômicas, linguísticas e educacionais que dificultam essa acessibilidade. Ele enfatizou a importância de considerar as condições que permitem a participação das pessoas em decisões coletivas.
A professora Isabel Martins, do NUTES/UFRJ, e o professor Cristiano Mattos, do IFUSP, também participaram do evento, ressaltando a necessidade de criar espaços de debate respeitosos e de aproximar o conhecimento científico dos saberes cotidianos. Para eles, a educação deve estar vinculada a um projeto de sociedade que considere as complexidades das relações entre ciência e sociedade.
