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sexta-feira, 16 de outubro de 2026
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Prefeitura de Leme adota acessibilidade digital em comunicação

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Prefeitura de Leme adota acessibilidade digital em comunicação
Prefeitura de Leme adota acessibilidade digital em comunicação

A Prefeitura do Município de Leme, por meio da Secretaria de Comunicação Social, vem adotando recursos de acessibilidade em seus canais de comunicação, entre eles a descrição de imagens, conhecida popularmente pela expressão “Para cego ver”. A iniciativa busca ampliar o acesso às informações divulgadas pela Prefeitura, permitindo que pessoas com deficiência visual também compreendam o conteúdo de fotografias, cartazes e outros materiais publicados na internet.

A acessibilidade digital, porém, vai além da descrição de imagens. O portal oficial da Prefeitura disponibiliza uma página específica com informações sobre recursos como alto contraste, ampliação da página, tradução de conteúdos para a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e leitores de tela. Essas ferramentas e orientações contribuem para que pessoas com diferentes necessidades possam acessar conteúdos e serviços digitais.

Para explicar como esses recursos funcionam e por que são importantes, a Secretaria de Comunicação Social inicia uma série de matérias sobre acessibilidade digital. Nesta primeira publicação, o tema é a descrição de imagens: como ela funciona, de que maneira ajuda pessoas cegas ou com baixa visão e quais cuidados devem ser adotados para que as informações visuais também estejam disponíveis em formato textual.

A expressão ficou conhecida no Brasil como uma forma de identificar a descrição textual de imagens publicadas na internet, principalmente nas redes sociais. A ideia é simples: explicar por escrito o que aparece em uma imagem, permitindo que a informação visual também possa ser compreendida por pessoas cegas ou com baixa visão.

Imagine, por exemplo, uma publicação sobre uma campanha de vacinação. A arte pode apresentar o nome da campanha, o público atendido, as datas e os locais de vacinação. Uma pessoa que enxerga consegue consultar essas informações diretamente na imagem. Já uma pessoa que utiliza um leitor de tela precisa que o conteúdo esteja disponível em formato textual acessível.

A descrição pode informar o que aparece na imagem e reproduzir os dados necessários para compreender a publicação. Se houver datas, endereços, telefones ou orientações importantes, essas informações também precisam estar disponíveis em texto.

A expressão “Para cego ver”, utilizada na acessibilidade digital, não deve ser confundida com comandos ou instruções de inteligência artificial generativa, que podem circular na internet e ser reproduzidos por meio de copiar e colar. No contexto da acessibilidade, ela identifica uma descrição textual de imagem, elaborada para permitir que pessoas com deficiência visual tenham acesso ao conteúdo visual de uma publicação. Já os chamados prompts são instruções fornecidas a ferramentas de inteligência artificial para orientar a produção de textos, imagens ou outros conteúdos. Portanto, são recursos com finalidades diferentes: um busca ampliar o acesso à informação; o outro orienta o funcionamento de uma ferramenta de IA.

Existem duas formas importantes de disponibilizar essa informação: o texto alternativo da imagem, conhecido como texto alternativo ou alt text, e a descrição escrita na legenda da publicação.

O texto alternativo é um recurso disponível em sites e em diversas redes sociais. Ele permite inserir uma descrição associada diretamente à imagem. Quando a pessoa utiliza um leitor de tela, o programa pode ler esse texto, possibilitando o acesso ao conteúdo visual sem que seja necessário enxergar a imagem.

Já a descrição na legenda é um texto visível para todos os usuários. Ela pode ser introduzida por expressões como “Descrição da imagem:” ou “Para cego ver:”, seguidas da explicação do conteúdo visual.

A legenda descritiva é útil, especialmente quando a plataforma não oferece um campo próprio para texto alternativo. Entretanto, sempre que esse recurso estiver disponível, é recomendável utilizá-lo. A simples inclusão da expressão “Para cego ver” não torna uma imagem acessível: o mais importante é que a descrição seja clara, esteja disponível em formato textual e transmita as informações relevantes.

As orientações do Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico (eMAG), do governo brasileiro, e do World Wide Web Consortium (W3C), organização internacional que desenvolve padrões para a Web, recomendam alternativas textuais adequadas para imagens que transmitem informações. A descrição deve considerar o conteúdo e a finalidade da imagem, e não apenas informar que se trata de uma fotografia ou ilustração.

A acessibilidade à informação está amparada por normas brasileiras e por compromissos internacionais assumidos pelo Brasil. Essas normas não determinam o uso obrigatório da expressão “Para cego ver”, mas estabelecem princípios e obrigações relacionados ao acesso das pessoas com deficiência à informação e à comunicação.

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), em seu artigo 63, estabelece a obrigatoriedade de acessibilidade nos sites mantidos por empresas com sede ou representação comercial no Brasil e por órgãos de governo, garantindo às pessoas com deficiência acesso às informações disponíveis, conforme as melhores práticas e diretrizes internacionais de acessibilidade.

Outro fundamento é a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, promulgada no Brasil pelo Decreto nº 6.949/2009. Em seu artigo 9º, a Convenção trata do acesso, em igualdade de oportunidades, à informação e à comunicação, incluindo tecnologias e sistemas de informação, como a internet.

Essas normas reforçam a importância de remover barreiras que dificultam ou impedem o acesso das pessoas com deficiência aos conteúdos e serviços digitais. A descrição de imagens é uma das medidas que contribuem para esse objetivo, embora a acessibilidade digital envolva outros recursos e cuidados.

No Brasil, o Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico (eMAG) orienta a criação e a adaptação de sites e portais governamentais para ampliar seu acesso pelo maior número possível de pessoas. Entre suas recomendações está o fornecimento de descrições para imagens que transmitam conteúdo, utilizando o texto alternativo quando apropriado.

No âmbito internacional, as Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG), desenvolvidas pelo W3C, estabelecem que conteúdos não textuais relevantes devem contar com alternativas em texto que cumpram finalidade equivalente. A orientação abrange fotografias, ilustrações, gráficos, diagramas e imagens que contenham informações escritas.

As recomendações também destacam que a descrição deve ser adequada ao contexto. Uma fotografia simples pode precisar apenas de uma frase curta. Já um gráfico ou infográfico com muitos dados pode exigir uma explicação mais detalhada, com as informações apresentadas também em texto fora da imagem.

Essas orientações ajudam a evitar dois problemas comuns: descrições genéricas, que não explicam o conteúdo, e textos excessivamente longos, que dificultam a compreensão.

A descrição deve ser clara, objetiva e suficiente para transmitir a informação importante da imagem. Não é necessário descrever todos os detalhes visuais, mas sim aqueles que ajudam a compreender o conteúdo da publicação.

– Descreva o que é relevante: informe o que aparece na imagem e o que é importante para compreender a publicação.

– Use linguagem simples: prefira frases diretas, sem expressões desnecessárias ou termos difíceis.

– Inclua os textos importantes: se a imagem for um cartaz com data, horário, endereço ou telefone, essas informações precisam estar disponíveis em texto.

– Evite descrições genéricas: escrever apenas “foto de um evento” pode não ser suficiente. Sempre que relevante, informe qual evento é, o que está acontecendo e quem aparece na cena.

– Não acrescente informações que não estão na imagem: a descrição deve ser fiel ao conteúdo e não deve presumir nomes, intenções ou situações que não possam ser confirmadas.

– Evite repetições desnecessárias: se o texto da publicação já apresent

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