segunda-feira, 19 de outubro de 2026
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Roubos a farmácias em SP caem 33,4% em quatro anos, aponta Polícia

Roubos a farmácias em SP caem 33,4% em quatro anos, aponta Polícia
Roubos a farmácias em SP caem 33,4% em quatro anos, aponta Polícia
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Os roubos a farmácias no estado de São Paulo registraram uma queda de 33,4% entre janeiro e agosto de 2026, em comparação ao mesmo período de 2023. Neste ano, foram 560 ocorrências, contra 841 no ano anterior.

No interior do estado, a redução foi ainda mais significativa, alcançando 42,8%, com os casos passando de 395 para 226. Na capital, a diminuição foi de 28,9%, de 342 para 243 registros, enquanto na Grande São Paulo a queda foi de 12,5%, de 104 para 91 ocorrências.

Comparando os anos de 2025 e 2026, a tendência de queda se mantém, com os registros caindo de 687 para 560, uma redução de 18,5%. No interior, a queda foi de 27,6%; na Grande São Paulo, de 18%; e na capital, de 8%.

Esses resultados são fruto de um trabalho contínuo de prevenção e investigação, que vai além das prisões em flagrante. A colaboração entre as polícias Militar e Civil envolve patrulhamento, monitoramento por câmeras e análise de informações para identificar suspeitos e reunir provas.

O delegado Clemente Calvo, da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat), destacou que o trabalho investigativo da Polícia Civil é baseado na análise de informações e identificação de grupos envolvidos em roubos a farmácias. “O trabalho de investigação vai muito além de uma prisão em flagrante”, afirmou.

A Polícia Civil também realiza investigações próprias e ações de inteligência, que são potencializadas pelas informações obtidas em flagrantes pela Polícia Militar. Durante as apurações, as equipes analisam celulares, documentos e outros materiais apreendidos para identificar vínculos entre suspeitos e organizações criminosas.

O tenente-coronel Davi de Carvalho Freixo, do 23º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, enfatizou a importância do monitoramento de câmeras e da análise de dados para a prevenção de crimes. Ele ressaltou que a participação da população é fundamental, com empresas de segurança e moradores contribuindo com informações e denúncias.

A Polícia Civil alerta que consumidores devem desconfiar de medicamentos com preços muito abaixo do mercado e que devem ser adquiridos apenas de vendedores autorizados, exigindo nota fiscal e comprovação de procedência.

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