A citricultura em São Paulo, um setor com séculos de história, é marcada pela diversidade de laranjas e avanços na pesquisa agrícola. Introduzidas no Brasil no século XVI, as frutas cítricas se tornaram fundamentais para a economia paulista, com 54 variedades comerciais registradas atualmente.
Dirceu Mattos Jr., diretor do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, destaca que a criação do Centro em 1993 foi um marco para o setor, promovendo novas técnicas de plantio e assistência técnica. A laranja Pera, por exemplo, representa 30% da produção de laranjas doces, atendendo tanto o mercado fresco quanto a indústria de sucos.
A laranja Baía, originada de uma mutação na Bahia, é um exemplo de como uma cultivar brasileira ganhou destaque internacional, sendo conhecida nos EUA como Washington Navel. Essa variedade é um símbolo do potencial das laranjas brasileiras no mercado global.
O Centro de Citricultura realiza pesquisas em áreas como melhoramento genético e fitossanidade, tendo lançado 24 novas variedades nos últimos três anos. O controle de doenças, como o greening, é um desafio constante, com medidas rigorosas de monitoramento e fiscalização para os produtores.
São Paulo é responsável por 80% da produção de laranja no Brasil, com um impacto econômico significativo. Em 2025, a laranja destinada à indústria movimentou R$ 13,1 bilhões, refletindo a importância do setor no agronegócio paulista. A conexão entre pesquisa e produção é evidente, com 90% das variedades cultivadas originadas do trabalho do Instituto Agronômico.
As exportações de sucos, especialmente de laranja, também mostram a relevância do estado no mercado internacional, com movimentação de US$ 1,42 bilhão de janeiro a setembro de 2026.