quarta-feira, 21 de outubro de 2026
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Polícia de SP alerta sobre consequências do bullying e cyberbullying

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Polícia de SP alerta sobre consequências do bullying e cyberbullying
Polícia de SP alerta sobre consequências do bullying e cyberbullying

O bullying, antes visto como uma simples brincadeira, pode ter sérias consequências e agora é considerado crime, conforme a Lei nº 14.811/2024, que inclui também o cyberbullying. A delegada Lisandréa Salvariego, do Núcleo de Observação e Análise Digital, destaca que a violência não afeta apenas as vítimas e os agressores, mas também aqueles que assistem às humilhações.

Lisandréa alerta que a falta de empatia e a normalização da humilhação podem levar a comportamentos ainda mais graves. Por isso, é fundamental que pais e responsáveis se envolvam na prevenção, identificando sinais de que seus filhos possam estar sofrendo ou praticando bullying. “Os pais não conversam isso com os filhos. O que é cyberbullying, o que não pode ser feito”, afirma.

A educação digital deve ser iniciada em casa, com diálogos sobre respeito e limites nas interações online. As ofensas, que antes eram limitadas ao ambiente escolar, agora podem se espalhar por redes sociais e mensagens, prolongando o sofrimento das vítimas.

Com o Dia Mundial de Combate ao Bullying se aproximando, a Polícia Civil reforça a importância da participação das famílias para que crianças e adolescentes aprendam a reconhecer a violência e a pedir ajuda. Mudanças de comportamento, como isolamento e alterações na alimentação, podem ser sinais de que algo está errado.

Lisandréa recomenda que os pais ouçam seus filhos sem julgamentos e criem um ambiente seguro para que possam compartilhar suas experiências. Além disso, a plateia que assiste às agressões também desempenha um papel crucial, podendo ajudar a interromper a violência ao relatar o ocorrido a um adulto de confiança.

As escolas devem ser informadas sobre episódios de bullying, e a legislação prevê punições que variam de multas a reclusão, dependendo da gravidade do caso. Registros de mensagens e publicações podem ser úteis para documentar as agressões. A delegada enfatiza que a prevenção deve ir além da reação a um incidente específico, envolvendo conversas sobre o uso responsável da tecnologia e a identificação de limites.

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