A proibição das apostas online é vista como uma estratégia de segurança pública, diante do potencial de lavagem de dinheiro que essas plataformas oferecem. A digitalização do mercado financeiro, com ferramentas como fintechs e criptomoedas, facilitou transações que podem ser utilizadas por criminosos.
As apostas movimentam grandes quantias em transações rápidas, e a falta de fiscalização adequada pode permitir que dinheiro ilícito se misture ao fluxo de depósitos e saques. Um exemplo recente é o caso do advogado Willer Tomaz, que teve R$ 6,6 bilhões em apostas registrados entre janeiro de 2025 e julho de 2026, valores que correspondem a um ano de faturamento do PCC. Sua defesa nega as acusações de lavagem de dinheiro.
Outro caso que chamou a atenção foi o da Esportes da Sorte, que patrocina o Corinthians. A investigação começou após uma apreensão relacionada a um jogo do bicho, e a empresa tem laços com uma família tradicional no setor. A advogada Deolane Bezerra, apontada como parceira da empresa, também foi presa em um esquema de lavagem de dinheiro associado ao PCC.
Especialistas alertam que a flexibilização das apostas online pode favorecer o crime organizado, permitindo que capital ilegal circule e financie atividades ilícitas. A proibição das bets é considerada necessária até que haja uma fiscalização eficaz para impedir a lavagem de dinheiro que fortalece facções criminosas.
