Cientistas americanos investigaram o envelhecimento de cães de diferentes raças, revelando que cães de pequeno porte tendem a viver mais que os de grande porte. Os resultados foram publicados na revista Science e podem ajudar a entender as diferenças na longevidade entre os animais.
O estudo faz parte do Dog Aging Project, que acompanha 55 mil cães e seus tutores, que periodicamente fornecem informações sobre a saúde dos pets e amostras de sangue.
Os pesquisadores analisaram quase 900 cães para entender as diferenças epigenéticas que afetam o relógio biológico dos animais. “A metodologia para estudar a epigenética é o metiloma, que examina como os genes são expressos ou silenciados”, explica Mayana Zatz, diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco da USP.
O estudo é relevante, pois relaciona os achados com pesquisas sobre o metiloma em centenários humanos, o que pode oferecer insights sobre padrões epigenéticos semelhantes.
A coluna Decodificando o DNA, apresentada pela professora Mayana Zatz, vai ao ar quinzenalmente às quintas-feiras, às 9h, na Rádio USP.
