Uma operação conjunta realizada nesta quinta-feira (22) investiga grupos envolvidos na fabricação e soltura de balões em Sorocaba e Votorantim, interior de São Paulo. A ação, denominada Operação Ícaro, é apoiada pela Polícia Civil e pelas Promotorias Regionais do Meio Ambiente do Ministério Público de São Paulo (MPSP), com o cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão nas duas cidades.
As investigações visam apurar a possível atuação de uma associação criminosa e a prática de crimes ambientais relacionados à atividade de baloeiros. Durante as diligências, foram encontrados materiais para a fabricação e soltura dos artefatos, além de balões e bandeiras associadas a grupos de baloeiros.
A Polícia Civil participa da operação por meio das delegacias de Sorocaba e Votorantim, com a colaboração da Polícia Militar Ambiental. As ocorrências em Sorocaba são registradas no 3º Distrito Policial, onde funciona o Serviço Especializado de Proteção Animal (Sepa), enquanto em Votorantim o atendimento ocorre na Delegacia de Polícia local.
A delegada Júlia Nunes Machado, responsável pelo Sepa, ressaltou que “a fabricação e a soltura de balões representam riscos que vão além de quem participa dessa atividade”. Ela alertou que um artefato pode provocar incêndios, afetar áreas de vegetação e colocar vidas em perigo.
A prática de soltura de balões pode causar incêndios e ameaçar a segurança de imóveis, redes de energia e da população. A fabricação, venda, transporte e soltura de balões que possam provocar incêndios são considerados crimes ambientais, com penas que variam de um a três anos de detenção, multa ou ambas, conforme a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).
