A Polícia Civil de São Paulo iniciou nesta terça-feira (27) a terceira fase da Operação Ouro Reverso, que investiga uma organização criminosa envolvida em roubos e lavagem de dinheiro de joias e ouro. A nova etapa foca no núcleo financeiro do grupo e resultou no bloqueio de mais de R$ 374 milhões em bens e ativos dos investigados.
Coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a operação cumpre 31 mandados de busca e apreensão, além de interditar um estabelecimento comercial de joias e sequestrar um imóvel. O secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, ressaltou a importância do trabalho conjunto para desmantelar o patrimônio das organizações criminosas.
A operação envolve 87 profissionais, incluindo policiais civis e representantes de órgãos públicos, com o objetivo de interromper a movimentação de recursos ilícitos. As investigações revelaram que o grupo tinha uma estrutura dividida em núcleos, responsáveis por diferentes etapas do esquema criminoso, desde a obtenção de materiais até a movimentação financeira para ocultar a origem dos valores.
Nesta fase, denominada “A Máquina”, os investigadores se concentram na identificação dos operadores financeiros. O esquema utilizava empresas e pessoas conhecidas como “laranjas” para dificultar o rastreamento dos valores. Análises de documentos e dispositivos eletrônicos indicaram movimentações financeiras suspeitas e alterações societárias.
As investigações começaram em 2024, após a entrega de uma joia a um jogador de futebol, cujo responsável tinha condenações por envolvimento com organização criminosa. A primeira fase da operação ocorreu em maio de 2025, visando o núcleo “O Sangue”, e a segunda fase, em agosto, focou em estabelecimentos que transformavam ouro e joias obtidos ilegalmente.
