A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo alerta que, embora a maioria das pessoas se recupere do sarampo, a doença pode levar a complicações sérias, especialmente em crianças pequenas. As sequelas podem incluir alterações neurológicas, auditivas e visuais, além de problemas pulmonares que aumentam a predisposição a novas infecções.
Durante a fase aguda da doença, uma das complicações mais preocupantes é a encefalite, que pode causar convulsões e dificuldades na fala. O infectologista Ralcyon Teixeira, diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, destaca que as crianças são mais vulneráveis devido ao sistema imunológico em desenvolvimento.
Teixeira explica que, embora a maioria dos pacientes se recupere, algumas sequelas podem ser permanentes, como comprometimento neurológico e perda auditiva. Outra complicação rara é a panencefalite esclerosante subaguda (PESS), que pode surgir anos após a infecção.
A vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo. Pais e responsáveis devem verificar a caderneta de vacinação das crianças e garantir que todas as doses estejam em dia. Crianças que já tiveram sarampo também precisam de acompanhamento pediátrico para monitorar seu desenvolvimento.
As orientações de vacinação são as seguintes: aos 12 meses, a primeira dose; aos 15 meses, a segunda dose; de 15 meses a 29 anos, duas doses com intervalo de 30 dias; de 30 a 59 anos, pelo menos uma dose; e trabalhadores da saúde devem receber duas doses, independentemente da idade. Além disso, crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias em municípios específicos devem receber a dose zero da vacina tríplice viral.