sexta-feira, 06 de novembro de 2026
Postado emSão Paulo, Vida e Saúde

Estudo da USP revela potencial do vírus da zika no combate a neurofibromas

Estudo da USP revela potencial do vírus da zika no combate a neurofibromas
Estudo da USP revela potencial do vírus da zika no combate a neurofibromas
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Pesquisadores do Centro de Estudos do Genoma Humano (CEGH) da USP descobriram que o vírus da zika pode ser uma alternativa terapêutica para neurofibromas, tumores que afetam os nervos periféricos. A pesquisa, publicada na revista Molecular Therapy: Oncology, investiga a eficácia do vírus, que já demonstrou resultados positivos contra tumores cerebrais.

A neurofibromatose tipo 1 (NF1), também conhecida como doença de Von Recklinghausen, é a forma mais comum da condição e afeta cerca de uma em cada 2.600 pessoas globalmente. Embora muitas vezes não cause sintomas significativos, pode resultar em nódulos benignos ou, em casos mais graves, em tumores malignos.

Os cientistas realizaram experimentos infectando linhagens de neurofibromas com o vírus da zika e agora buscam identificar quais tumores são mais suscetíveis ao tratamento e quais fatores influenciam as respostas observadas.

“Esse é mais um exemplo da importância da pesquisa básica”, afirmou Mayana Zatz, geneticista e diretora de inovação do CEGH, destacando a evolução do estudo que começou com a curiosidade sobre os efeitos do vírus em bebês e que agora pode beneficiar pacientes com tumores.

Além disso, a coluna Decodificando o DNA, apresentada pela professora Mayana Zatz, é transmitida quinzenalmente às quintas-feiras às 9h, na Rádio USP.

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