O Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT) da USP divulgou um kit de educomunicação focado em redes sociais e coleta de dados, resultado da pesquisa “Datificação da atividade de comunicação e trabalho de arranjos de comunicadores”, financiada pela Fapesp.
Os materiais visam conscientizar jovens e responsáveis sobre o funcionamento das redes sociais da Meta, como Instagram, Facebook e WhatsApp, e revelam que a linguagem utilizada pela empresa é intencionalmente vaga. Greciely Costa, pesquisadora da Unicamp, explica que o processo de datificação envolve a captura e o uso dos dados dos usuários para fins comerciais.
A pesquisa aponta que a coleta de dados é naturalizada devido à dificuldade dos usuários em ler as extensas políticas de privacidade e ao fato de que a criação de contas exige a aceitação prévia dos termos. Roselí Fígaro, coordenadora do projeto, destaca que os dados se tornaram a matéria-prima de diversos setores econômicos.
A cartilha “Meta: se apropriar de seus dados” detalha como a Meta coleta e utiliza informações dos usuários, sendo uma ferramenta educativa voltada para responsáveis por crianças e adolescentes. A publicação, que circula em formato digital, busca ampliar a conscientização sobre a coleta de dados e suas implicações.
Além da cartilha, foram produzidos vídeos e um jogo educativo chamado “Perfilando”, que ensina jovens sobre a coleta de dados nas redes sociais. O jogo está disponível para download e visa ajudar os usuários a se protegerem do perfilamento online.
