sábado, 22 de agosto de 2026
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Terremotos na Venezuela: Resposta rápida e códigos construtivos são cruciais

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Terremotos na Venezuela: Resposta rápida e códigos construtivos são cruciais
Terremotos na Venezuela: Resposta rápida e códigos construtivos são cruciais

Em 24 de julho, a Venezuela foi atingida por dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5, resultando em 3.500 mortes e mais de 16 mil feridos até 6 de julho. Dezenas de milhares de pessoas ainda estão desaparecidas, e as estruturas urbanas, incluindo hospitais e escolas, sofreram danos significativos.

Os tremores, que ocorreram em um intervalo inferior a um minuto, foram eventos principais com epicentros próximos na cidade de La Guaíra. Estruturas já danificadas pelo primeiro tremor enfrentaram novos impactos, aumentando o risco de colapso. O governo local estima que mais de 800 prédios foram afetados, embora análises independentes sugiram números ainda maiores.

Equipes de mais de 20 países estão envolvidas em ações de busca e resgate, atendimento médico e gestão de mantimentos. O engenheiro Irineu de Brito Júnior ressalta que a qualidade da resposta nas primeiras 72 horas é crucial para reduzir as perdas. Ele observa falhas na resposta da Venezuela, que, apesar de estar em uma área geológica de risco, não parece ter equipes preparadas para desastres desse tipo.

Os terremotos não permitem alertas prévios, o que aumenta o número de vítimas. Brito Júnior explica que, ao contrário de desastres climáticos, os terremotos ocorrem de forma súbita, com os melhores modelos de previsão alertando com no máximo um minuto de antecedência.

O professor destaca a importância da coordenação entre os diversos atores envolvidos nas operações humanitárias. No terremoto do Haiti em 2010, mais de 8 mil organizações atuaram. Ele elogia a ajuda brasileira, que enviou mais de 150 profissionais, incluindo bombeiros e engenheiros, além de cães de busca e suprimentos médicos.

Para minimizar os impactos de futuros terremotos, é essencial que os países afetados estejam preparados, com equipes treinadas e códigos construtivos adequados. Brito Júnior afirma que a construção deve ser projetada para resistir a terremotos, utilizando materiais específicos e técnicas que reforcem a estrutura dos edifícios.

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