sábado, 22 de agosto de 2026
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Servidora da Unesp relembra os primórdios da Universidade em Ilha Solteira

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Servidora da Unesp relembra os primórdios da Universidade em Ilha Solteira
Servidora da Unesp relembra os primórdios da Universidade em Ilha Solteira

Quem passa pela Praça da República, em São Paulo, e observa o moderno prédio que abriga a reitoria da Unesp pode não imaginar que, nos primeiros anos da Universidade, a administração central funcionava em um casarão na avenida Rio Branco, a menos de dois quilômetros dali. Essa sede foi utilizada até 1978, quando a administração foi transferida para a Praça da Sé.

Dentre os poucos funcionários que vivenciaram essa fase inicial está Dilsa Maria Ribeiro, assistente técnico administrativo da Faculdade de Engenharia da Unesp, no câmpus de Ilha Solteira. Filha de barrageiro, Dilsa se mudou várias vezes durante a infância, até que sua família se estabeleceu em Ilha Solteira, onde ela viveu até os 11 anos.

O câmpus de Ilha Solteira, inaugurado em 1976, foi planejado especificamente para a Unesp, aproveitando parte de uma estrutura urbana criada pela Companhia Energética de São Paulo (CESP). “Foi quando surgiu a ideia de colocar a Unesp aqui”, conta Dilsa, que hoje trabalha no mesmo prédio onde estudou na infância.

Em 1978, Dilsa tentou ingressar como funcionária no câmpus, mas não foi aprovada. Ela se mudou para São Paulo, onde conseguiu um emprego na reitoria da Unesp, então situada em um palacete na avenida Rio Branco. “Eu não quis voltar. Eu falei: quero me aventurar na selva de pedra”, relembra.

Durante seu tempo na reitoria, Dilsa acompanhou a mudança para a Praça da Sé e presenciou diversas mobilizações sociais. “Nós víamos todas as manifestações que ocorriam ali”, recorda. Após um período fora da Unesp, Dilsa retornou ao câmpus de Ilha Solteira em 1996 e atualmente trabalha na seção técnica de comunicações.

Com quase cinco décadas de experiência na Unesp, Dilsa observa as transformações na Universidade. “As preocupações da Unesp naquela época estavam focadas principalmente na área acadêmica”, afirma, destacando que, com o tempo, a instituição passou a valorizar mais a docência e a qualificação dos professores.

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