No dia 3 de julho, uma audiência pública discutiu possíveis casos de descarte de esgoto in natura no Rio Mogi Mirim e seus afluentes, investimentos para uma rede coletora eficiente e os deveres fiscalizatórios das entidades reguladoras e do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). A audiência foi uma iniciativa do Vereador Ernani Gragnanello (PT), por meio do Requerimento nº 247/2026, aprovado pelos demais parlamentares.
Estiveram presentes Miguel Moraes, representante do Conselho Municipal de Saúde, Edson de Souza, representante do Conselho Local da Unidade Básica de Saúde (UBS) “Santa Clara”, Gildo da Silva Filho, Engenheiro Civil e Diretor Técnico do SAAE, Fabio Salvalaio, Engenheiro Ambiental e de Segurança do Trabalho da autarquia, Paulo Tarso, Diretor do Controle de Perdas do SAAE, e Rosana Caveanha, ex-Vereadora e Presidenta do Partido dos Trabalhadores e da Secretaria de Mulheres do partido em Mogi Mirim, entre outras pessoas.
Ao longo do encontro, os representantes dos conselhos mostraram vídeos com possíveis locais de descarte irregular de esgoto em diversos bairros, por exemplo, Parque do Estado II, Planalto Bela Vista, no Jardim Eunice, Jardim Nossa Senhora Aparecida, Parque da Empresa, Linda Chaib, Parque das Laranjeiras, Jardim Flamboyant, Maria Beatriz, Jardim Santa Clara, etc.
Já os representantes da autarquia buscaram esclarecer as situações e apresentaram os investimentos e melhorias na rede, como a implantação de um coletor tronco na região do Tucura, para adequação da rede nas margens do Rio Mogi Mirim, uma elevatória de esgoto em Martim Francisco e projetos na Zona Leste e no Novacoop, entre outros.
Além disso, eles comentaram sobre os prejuízos ocasionados por vandalismo e furtos na rede, como aconteceu no equipamento de Martim Francisco, por exemplo, onde o furto de fios prejudicou um aparelho que pode custar até R$ 200 mil. Os representantes do SAAE também falaram sobre os limites orçamentários da autarquia e explicaram a complexidade, o tempo e os recursos financeiros necessários para elaborar projetos e obras na área, as quais na maioria das vezes são substerrâneas e por isso podem passar a impressão de que nada está sendo feito.
