sábado, 22 de agosto de 2026
Postado emSão Paulo, Tecnologia

Egresso da Unesp destaca uso de novas tecnologias em pesquisas ecológicas

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Egresso da Unesp destaca uso de novas tecnologias em pesquisas ecológicas
Egresso da Unesp destaca uso de novas tecnologias em pesquisas ecológicas

Thiago Salomão de Azevedo, egresso da Unesp campus Rio Claro, tem sua trajetória acadêmica marcada pela incorporação de tecnologias avançadas em pesquisas de ecologia de impacto direto à população.

Filho de um matemático e de uma geógrafa, e influenciado por uma tia que estudou em Rio Claro em 1972 e por um primo biólogo da USP, ele escolheu a ecologia como ponto de equilíbrio entre as ciências. “A ecologia representava para mim a síntese ideal entre a vivência da geografia e da biologia. Foi um caminho que se alinhou naturalmente aos meus interesses e às facilidades que eu já trazia de casa”, afirma.

O interesse pela representação espacial surgiu no primeiro ano de graduação, durante as aulas de cartografia, reavivando memórias de viagens de carro em que buscava cidades nos mapas.

Na universidade, foi identificado como um talento para a investigação científica. Ingressou em um projeto de Iniciação Científica com bolsa Fapesp e desenvolveu seu TCC sobre monitoramento da vegetação em Ipeúna. No mestrado, ampliou o estudo usando modelagem matemática para avaliar degradação da vegetação ciliar e pressão agrícola.

Durante o doutorado, aplicou suas pesquisas no município de Extrema (MG), onde analisou programas de pagamentos por serviços ambientais e propôs um mapeamento inédito das Áreas de Preservação Permanente (APPs) usando sensoriamento remoto, contribuindo para políticas municipais.

O primeiro pós‑doutorado foi realizado na Faculdade de Saúde Pública da USP. “Não senti qualquer dificuldade de adaptação ou defasagem técnica em relação aos colegas. Consegui conversar de igual para igual com professores e pesquisadores de ponta desde o primeiro dia”, relata.

Após o pós‑doutorado, passou a lecionar em instituições particulares e como professor substituto na Unesp, aprofundando a interface entre saúde e meio ambiente. Colaborou em análises cartográficas de criadouros de Aedes aegypti e em modelagem espacial de escorpiões, estabelecendo parcerias com o Instituto Butantan e o Ministério da Saúde.

Atualmente, Thiago está de volta à Unesp Rio Claro como pesquisador de pós‑doutorado no Departamento de Biodiversidade, investigando como as mudanças climáticas alteram a distribuição geográfica de serpentes no Brasil e seu impacto em acidentes com animais peçonhentos. “Embora a sorte de encontrar as pessoas certas ao longo do caminho seja um fator real, nada disso se concretiza se você não tiver a segurança proporcionada pela capacitação e pelo estudo constante. A dedicação é o único caminho possível para quem deseja construir uma carreira na ciência. É preciso realizar o trabalho com extremo empenho para atingir os objetivos pretendidos”.

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