O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não considera problemática a participação do presidente argentino, Javier Milei, na convenção do PL que oficializará Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência da República. A informação foi confirmada por fontes governamentais.
A convenção nacional do PL ocorrerá neste sábado, em São Paulo, para oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro. Contudo, o Palácio do Planalto planeja responder a declarações de Milei que abordem questões internas do Brasil, como urnas eletrônicas e o processo eleitoral.
O Brasil foi informado pela embaixada argentina sobre a presença de Milei no evento, mas não houve solicitação para um encontro com autoridades brasileiras. Flávio Bolsonaro chega à convenção sem um candidato a vice definido, o que está ligado às negociações para ampliar sua base de apoio.
O senador busca que a vaga de vice seja ocupada por uma mulher, visando aumentar sua aceitação entre o eleitorado feminino. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) já recusou o convite para a chapa, priorizando sua candidatura à presidência do Senado em 2027.
Além disso, o presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, comunicou que a federação do PP e União Brasil optará pela neutralidade na eleição presidencial, tanto no primeiro quanto no segundo turno. A decisão foi influenciada pela necessidade de liberar correligionários para alianças estaduais e pela crise interna enfrentada por Flávio Bolsonaro.
O governo Lula atuou para que a federação União Progressista mantivesse a neutralidade, com pedidos feitos pelo ministro da articulação política, José Guimarães, e pelo presidente do PT, Edinho Silva. O próprio presidente Lula também conversou com líderes dos partidos envolvidos.
