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sábado, 22 de agosto de 2026
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CPI do Metanol ouve vítimas e donos de bares no 1º semestre

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CPI do Metanol ouve vítimas e donos de bares no 1º semestre
CPI do Metanol ouve vítimas e donos de bares no 1º semestre

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Metanol, instalada em outubro de 2025 pela Câmara Municipal de São Paulo, realizou cinco reuniões e expediu 29 ofícios no primeiro semestre deste ano. O colegiado investiga a procedência de bebidas alcoólicas comercializadas na capital paulista, após casos de intoxicação por metanol.

Em fevereiro, os vereadores ouviram Fagne Santos, proprietário do Ministrão Bar, interditado após uma cliente perder a visão ao consumir caipirinhas no local. Também depôs Gabriel Marques Pinheiro, diretor-executivo da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

Na reunião seguinte, familiares de vítimas fatais e pessoas com sequelas relataram os impactos da ingestão de bebidas adulteradas. Representantes do Sindibesp (Sindicato dos Trabalhadores em Depósito de Distribuição de Bebidas) também colaboraram.

Em março, a CPI ouviu proprietários de estabelecimentos investigados, como José Rodrigues, do Torres Bar (Mooca), e Ricardo dos Santos Pereira, do Empório Santos, onde o jovem Rafael dos Anjos Martins teria comprado bebida antes de morrer. A mãe de Rafael, Helena dos Anjos Martins da Silva, também depôs.

Em abril, Vanessa Maria da Silva, detida em flagrante por falsificação de bebidas em fábrica clandestina em São Bernardo do Campo, prestou depoimento. O local é apontado como origem das garrafas consumidas no Torres Bar. Novos relatos de vítimas intoxicadas foram colhidos.

Em junho, representantes do Sindbeb e da ABBD (Associação Brasileira de Bebidas Destiladas) falaram sobre fiscalização e legislação do setor. A CPI aprovou requerimentos para convocar investigados e convidar empresas a auxiliar nas investigações.

O colegiado é composto por sete vereadores: Zoe Martínez (PL) – presidente, Ely Teruel (MDB) – vice-presidente, Sandra Santana (MDB) – relatora, além de Adrilles Jorge (UNIÃO), Celso Giannazi (PSOL), Hélio Rodrigues (PT) e Sargento Nantes (PP). A meta é aumentar fiscalizações, especialmente na cadeia de descarte de garrafas, e punir responsáveis pela adulteração que ameaça a saúde pública.

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