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sábado, 22 de agosto de 2026
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Jovem que tenta retirar nome da mãe de documentos denunciou violência desde os 11 anos

Jovem que tenta retirar nome da mãe de documentos denunciou violência desde os 11 anos
Jovem que tenta retirar nome da mãe de documentos denunciou violência desde os 11 anos
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Documentos do Conselho Tutelar obtidos pelo Fantástico mostram que a jovem que luta na Justiça para retirar o nome da mãe de seus registros começou a denunciar os abusos ainda na infância. Aos 11 anos, ela procurou ajuda para relatar agressões e maus-tratos sofridos em casa.

O primeiro registro é de abril de 2010. Na ocasião, a menina ligou para o serviço de denúncias e contou que uma das irmãs teve a língua queimada pela mãe e que os filhos eram frequentemente agredidos. A mãe, Patrícia Alves Duque, foi convocada pelo Conselho Tutelar.

Em maio do mesmo ano, a criança voltou a procurar ajuda, informando que uma irmã havia sido queimada após pegar uma moeda e também apanhado. A mãe assinou um termo de responsabilidade, comprometendo-se a zelar pela filha.

Em agosto de 2010, o pai da jovem procurou o Conselho Tutelar para pedir apoio psicológico à filha, que apresentava depressão. Patrícia foi notificada novamente. Depois disso, não há registros sobre os desdobramentos.

Hoje com 28 anos, Heloísa afirma que os maus-tratos continuaram na adolescência e que buscou ajuda diversas vezes. As denúncias da infância são usadas no processo para retirar o nome da mãe dos documentos. A Justiça autorizou a mudança de nome e a retirada do sobrenome materno, mas negou a exclusão completa da filiação em primeira instância, e o caso está em recurso.

Em 2025, Heloísa registrou nova denúncia contra a mãe por violência doméstica, perseguição e suposta participação em abusos sexuais. A Justiça concedeu medida protetiva, determinando distância mínima de 500 metros. O caso é investigado pela Polícia Civil, mas a suspeita ainda não foi ouvida por não ter sido localizada.

A mãe nega as acusações e afirma que a filha inventou histórias para morar com o pai. Heloísa trabalha em um banco, mora com a companheira e diz que a retirada definitiva do nome da mãe é uma etapa importante de reconstrução pessoal: “Quero me livrar disso”.

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