sábado, 22 de agosto de 2026
Postado emPolítica, São Paulo

CPIs da Alesp ouvem empresas de tratamento de resíduos sobre descarte e lixões

CPIs da Alesp ouvem empresas de tratamento de resíduos sobre descarte e lixões
CPIs da Alesp ouvem empresas de tratamento de resíduos sobre descarte e lixões
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As Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) de Descarte de Materiais Contaminantes e de Lixões da Assembleia Legislativa de São Paulo realizaram, nesta terça-feira (28), uma reunião conjunta para ouvir representantes de seis empresas paulistas que atuam no tratamento de resíduos. Os depoimentos colhidos farão parte do relatório final das investigações.

As CPIs investigam o descarte de materiais potencialmente contaminantes, como medicamentos e eletrônicos, e a situação dos aterros sanitários no Estado. As empresas ouvidas foram Orizon Sorocaba Blendagem, Silcon Ambiental, Ambisol Soluções Ambientais, Grupo Renova, TWM Soluções Ambientais e Alternativa Ambiental. Todas deverão enviar documentos que comprovem o tratamento dado aos resíduos.

O grupo Orizon, representado pelo gerente de operações Bruno Aucar Felipe e pelo representante jurídico Cláudio José Pontual, garantiu tratamento adequado conforme as normas da Cetesb. “Faz parte dos serviços que vendemos para nossos clientes. Temos a rastreabilidade de tudo que entra e do que sai”, afirmou Pontual.

Já o diretor de operações da Silcon Ambiental, Marcelo Lacerda, foi questionado sobre uma multa aplicada pela Cetesb em janeiro pela falta de emissão do Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR) entre 2022 e 2024. Lacerda defendeu que a responsabilidade pelo registro é do gerador do resíduo, não da empresa.

A TWM Soluções Ambientais, representada pelo engenheiro ambiental Fabio Zampirollo, negou passivos trabalhistas. “Não temos nenhum passivo trabalhista. Houve reclamações e todas foram tratadas”, afirmou. A responsável técnica do Grupo Renova, Liliane Santos, afirmou que a empresa não movimenta resíduos perigosos sem rastreabilidade e que os balanços de massa estão equilibrados.

Rogério Matiuzzi, diretor da Ambisol, esclareceu que a empresa não trata resíduos, mas realiza segregação, descaracterização e triagem para encaminhamento a aterros licenciados. Ricardo Granero, da Alternativa Ambiental, detalhou as etapas de triagem e testes laboratoriais, seguindo normas da Cetesb.

Ao final, os parlamentares afirmaram que os dados serão confrontados com relatórios da Cetesb para compor o relatório final. A próxima reunião conjunta está marcada para quinta-feira (30), às 10h.

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