O aumento do impulso fiscal para cerca de R$ 150 bilhões, equivalente a 4,5% do PIB no segundo trimestre de 2026, mostra uma forte expansão dos gastos públicos, o que ajuda a explicar o atual cenário de juros elevados e inflação persistente. Segundo Luciano Nakabashi, esse aumento de despesas, intensificado em período pré-eleitoral, estimula a economia no curto prazo, mas também pressiona a inflação, especialmente em um contexto de baixo desemprego e pouca capacidade ociosa das empresas.
As consequências desse cenário são preocupantes, segundo o colunista. O País registra um déficit nominal de cerca de 8% do PIB, impulsionado principalmente pelo elevado custo dos juros, o que acelera o crescimento da dívida pública e aumenta as dúvidas sobre a sustentabilidade das contas do governo. Além disso, os juros altos dificultam investimentos, elevam os custos financeiros das empresas e aumentam o risco de insolvência.
Para empresários paulistas, o cenário de juros elevados encarece o crédito e reduz a competitividade, enquanto trabalhadores enfrentam inflação persistente que corrói o poder de compra. O especialista defende que o controle dos gastos públicos é fundamental para permitir a redução dos juros, melhorar a trajetória da dívida e garantir um crescimento econômico mais sustentável no médio e no longo prazo.