Marília recebeu, nesta terça‑feira (28 de julho de 2026), o 3º Encontro Formativo do projeto “Territórios e Redes: Deficiência, Autonomia e Prevenção à Violência”, iniciativa que busca fortalecer a rede de proteção e ampliar as ações de prevenção e enfrentamento às violações de direitos de crianças e adolescentes com deficiência intelectual.
O evento foi realizado no auditório da Univem e contou com a participação de professores, profissionais de Educação Especial, coordenadores pedagógicos e representantes da Assistência Social da Rede Municipal de Ensino, reunidos para aproximar os diferentes setores que atendem, acompanham e protegem esse público.
Na programação, a psicóloga Thaís Barreto ministrou a palestra “Violação de direitos contra crianças e adolescentes com deficiência”, abordando situações de vulnerabilidade, formas de identificação e a importância de uma atuação qualificada. Em seguida, o profissional Rian Rocha conduziu a palestra “Prevenção à Violência”, destacando estratégias preventivas e a responsabilidade compartilhada entre os serviços que compõem a rede de proteção. “No ambiente escolar, essa preparação assume papel ainda mais significativo. Professores, profissionais da Educação Especial, gestores e coordenadores mantêm contato diário com os estudantes e podem perceber alterações de comportamento, sinais físicos, emocionais ou sociais que indiquem situações de vulnerabilidade”, ressaltou a secretária municipal da Educação, Rosemeire Frazon.
O projeto é coordenado pelo Instituto Jô Clemente (IJC), organização da sociedade civil com 65 anos de atuação em saúde, qualidade de vida, autonomia, inclusão e defesa dos direitos de pessoas com deficiência intelectual, TEA e doenças raras. O IJC desenvolve pesquisas, promove educação inclusiva, oferece apoio às famílias e leva conhecimento especializado aos municípios, contribuindo para o fortalecimento das estruturas locais de garantia de direitos.
Com quatro encontros formativos e um seminário previstos em cada um dos 12 municípios participantes, a iniciativa pretende capacitar até dezembro de 2026 cerca de 600 profissionais, ampliando a capacidade de reconhecer sinais de violência, qualificar o acolhimento e encaminhar adequadamente as situações de violação de direitos, reforçando uma atuação integrada e em rede.
