A Maternidade e Hospital da Mulher e da Criança Leila Caran Costa, em Mogi das Cruzes, está intensificando a preparação das equipes para o início dos partos eletivos (agendados), que começa em 1º de agosto. Desde a semana passada, a unidade realiza treinamentos teóricos e práticos, incluindo simulações realistas de emergências, como a de complicações pós-parto realizada nesta quinta-feira (29/07).
O treinamento, exigido pela Prefeitura, começou com capacitação teórica com a médica pediatra e neonatologista Teresa Maria Uras, referência nacional. Em seguida, a equipe da Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar, em parceria com o Instituto Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz (Ishaoc), gestor da unidade, realizou simulações realistas de casos complexos.
A metodologia, usada em grandes centros de formação do Brasil, reproduz cenários clínicos com alto grau de fidelidade, utilizando simuladores que respondem às intervenções da equipe. O objetivo é que os profissionais pratiquem protocolos assistenciais, melhorem a comunicação e desenvolvam habilidades para decisões em situações críticas, sem riscos aos pacientes.
A prefeita Mara Bertaiolli destacou que a preparação das equipes é tão importante quanto a estrutura física. “A população mogiana merece um atendimento seguro, humanizado e de excelência. Estamos investindo em tecnologia, em equipamentos e, principalmente, nas pessoas. A simulação realista garante que nossas equipes estejam preparadas para agir com rapidez, precisão e integração diante de qualquer situação, oferecendo ainda mais segurança para mães e bebês”, afirmou.
O vice-prefeito Téo Cusatis ressaltou que a implantação da Maternidade foi planejada em etapas para garantir qualidade. “Cada fase foi cuidadosamente planejada. Antes do início dos partos, nossas equipes estão passando por treinamentos intensivos, para que todos os processos estejam alinhados”, disse.
Um dos cenários simulados foi o atendimento de uma puérpera de 32 anos, que após cesariana eletiva apresentou piora clínica, com suspeita de choque séptico. A equipe seguiu os protocolos, estabilizou a paciente e transferiu para a UTI do Hospital Municipal, em frente à Maternidade. Após cada simulação, é realizado o “debriefing”, para análise das decisões e melhoria dos processos.
“Uma de nossas premissas é manter equipes constantemente atualizadas. A simulação realista é essencial para identificar oportunidades de melhoria antes que ocorram na prática. Isso é feito nos principais centros de simulação do mundo, na busca do ‘erro zero’”, explicou Luiz Bot, secretário-adjunto de Saúde e Bem-Estar.
Desde maio, a unidade já realiza consultas, exames, atendimentos do programa Mãe Mogiana e serviços como o Banco de Leite Humano. O diretor Daniel Macedo destacou: “A Maternidade de Mogi já é referência nacional. Não vemos essa estrutura e capacitação em nenhuma maternidade pública do país”.
