A partir da próxima segunda-feira (3), o Estado de São Paulo passa a oferecer a segunda dose de reforço da vacina inativada contra a poliomielite (VIP) no calendário de rotina. A medida permite atualizar o esquema vacinal de crianças de até 6 anos, 11 meses e 29 dias, com o objetivo de resgatar aquelas com doses em atraso ou incompletas.
Para crianças que já receberam as três doses do esquema básico, o reforço deve ser aplicado com intervalo de seis meses após a última dose. Em outros casos, a Secretaria de Estado da Saúde recomenda que os responsáveis procurem a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para avaliação da caderneta de vacinação.
O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP) está distribuindo cerca de 200 mil doses do imunizante aos municípios até a próxima semana. Em julho, já foram recebidas 150 mil doses. A meta é alcançar 95% de cobertura vacinal, índice considerado ideal para proteção individual e coletiva. Atualmente, a cobertura no estado é de 75,49% (dados até maio).
“Essa estratégia representa uma oportunidade para que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação e atualizem as doses em atraso. Manter o esquema vacinal completo é a forma mais segura de proteger as crianças e preservar o Estado de São Paulo livre da poliomielite”, reforçou Tatiana Lang, diretora do CVE-SP.
Com a atualização, o esquema contra a poliomielite passa a prever três doses da VIP (aos 2, 4 e 6 meses) e dois reforços: o primeiro aos 15 meses e o segundo aos 4 anos. Todas as doses são feitas com a VIP. O Brasil não registra casos da doença desde 1989 e, em 1994, foi certificado como área livre do poliovírus selvagem.
Também na segunda-feira (3), começa a Campanha de Multivacinação para atualização da caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos, em todos os 645 municípios paulistas. Pais e responsáveis devem levar os jovens aos postos com a caderneta para verificação das doses. Neste ano, a campanha inclui estratégia adicional contra o sarampo na capital, Guarulhos e São Bernardo do Campo, com oferta da vacina tríplice viral para pessoas de 6 meses a 59 anos, independentemente da situação vacinal. A medida ocorre após a confirmação do 15º caso de sarampo no estado em 2026, em Guarulhos, envolvendo uma criança não vacinada.
