A candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB), afirmou na noite desta sexta-feira (31) que não tem interesse em ser ministra novamente caso o presidente Lula seja reeleito. A declaração foi dada durante a convenção estadual do PSB, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Ex-ministra do Orçamento e Planejamento, Tebet deixou o cargo em abril para disputar uma vaga no Senado. Ela integra a chapa que tem Fernando Haddad (PT) como candidato ao governo de São Paulo, Márcio França (PSB) como vice e Marina Silva (Rede) para a outra cadeira no Senado.
Questionada sobre a definição das suplências, Tebet disse que delegou a decisão à Executiva Nacional do partido. “A princípio, o PT fica com a primeira suplência e o PDT com a segunda suplência, até esse momento, porque eu não estou nessa tratativa”, afirmou.
Ela elogiou os nomes indicados para a suplência, vindos de PT, PDT, PV e PSOL, dizendo que são “de reputação ilibada, com experiência” e que a deixam “muito confortável”.
Em seu discurso, Tebet defendeu a importância de São Paulo ter representatividade no Senado e criticou a “sub-representatividade” diante da “extrema-direita”. Ela listou prioridades para um eventual mandato, como trazer recursos para infraestrutura, ser municipalista, aprovar o fim da escala 6×1 sem redução salarial, defender o setor produtivo e a pauta das mulheres.
A candidata também se posicionou contra o orçamento secreto e as “emendas pix”, que, segundo ela, tiram recursos da saúde, da educação e do pagamento de servidores.
