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sábado, 29 de agosto de 2026
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Policiais da Rota atuaram como seguranças de empresa ligada ao PCC

Policiais da Rota atuaram como seguranças de empresa ligada ao PCC
Policiais da Rota atuaram como seguranças de empresa ligada ao PCC
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Policiais militares que faziam parte da Rota, a tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo, deixaram a unidade para atuar na segurança de empresários associados à Transwolff, uma empresa de ônibus sob investigação por supostas ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), conforme denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

Além de proteger os dirigentes e monitorar as garagens, os policiais realizavam tarefas pessoais para os empresários, como buscar a babá de filhos e transportar crianças da escola.

A denúncia aponta que Alexandre Aleixo Romano Cezário, ex-integrante da Rota, fez consultas sobre os sócios da Transwolff, Robson e Gilberto Flares Lopes Pontes, e descobriu que um deles tinha antecedentes criminais por tráfico de drogas.

Após a repercussão da ligação da Transwolff com o crime organizado, o comando do batalhão determinou que os policiais se afastassem de atividades particulares. Entretanto, Romano expressou sua decisão de continuar no trabalho de segurança, afirmando: “Depois de 27 anos dedicados eu não serviria mais para estar naquela unidade [Rota] […] mas eu já estou decidido a ficar com vocês”.

O MP também revelou que o sargento da reserva Nereu Aparecido Alves transportava dinheiro da empresa entre as garagens e a região da Avenida Engenheiro Luis Carlos Berrini, onde os valores eram entregues a um carro-forte. Na casa de Nereu, a Corregedoria encontrou R$ 1,18 milhão em espécie, sem justificativa de origem, levando à sua denúncia por lavagem de dinheiro.

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