Um estudo com 5.520 voluntários com 50 anos ou mais revelou que quem apresenta obesidade abdominal associada à deficiência de vitamina D tem risco de morte 123% maior que quem não tem as duas condições.
A obesidade abdominal isolada aumentou o risco de mortalidade em 47%, enquanto a deficiência de vitamina D, definida por níveis inferiores a 30 nanomoles por litro, elevou esse risco em até 81%. Quando as duas condições coexistem, o risco mais que dobra em relação ao grupo sem nenhuma das duas.
“A obesidade abdominal é um conhecido fator de risco por estar associado à inflamação e a problemas metabólicos. Já a vitamina D é um hormônio que atua em vários órgãos, e sua deficiência compromete diversas funções do corpo. Quando essas duas condições aparecem juntas, uma potencializa os efeitos da outra, elevando ainda mais o risco de morte”, explicou Tiago Silva Alexandre, professor da UFSCar e coordenador da pesquisa.
A pesquisa, financiada pela FAPESP e realizada em colaboração com a University College London, acompanhou os participantes do English Longitudinal Study of Ageing (ELSA) por seis anos. Obesidade abdominal foi medida por circunferência maior que 102 cm em homens e 88 cm em mulheres.
Os autores recomendam que pessoas acima de 50 anos monitorem seus níveis de vitamina D e busquem tratamento para o excesso de gordura abdominal. Serviços de saúde pública, como exames laboratoriais de vitamina D e programas de orientação nutricional e atividade física, estão disponíveis nas unidades básicas de saúde para apoiar a prevenção.
