Diversos países estão ampliando restrições ao uso de redes sociais por crianças e adolescentes, em resposta a preocupações com saúde mental e tempo de tela. As medidas incluem proibições por idade, bloqueios noturnos e recomendações médicas, enquanto o Brasil discute o chamado ECA Digital.
Na Austrália, o uso dessas plataformas por menores de 16 anos foi proibido. A França aprovou lei que veta o acesso para menores de 15 anos e também proíbe celulares no ensino médio. No Reino Unido, adolescentes com menos de 16 anos terão acesso bloqueado a aplicativos como Instagram, TikTok e YouTube entre meia-noite e 6h.
No Brasil, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda limites rigorosos para o tempo de tela, incluindo tolerância zero para crianças de até 2 anos. O país também discute medidas para vincular contas de menores aos perfis de responsáveis, no chamado ECA Digital.
O colunista Dr. Bartô destaca a necessidade de regulamentar outros problemas que afetam os jovens, como apostas on-line, consumo de álcool e venda ilegal de cigarros eletrônicos. Como orientação prática, reforça a importância de fazer refeições com os filhos sem o uso de celulares, fortalecendo o convívio e reduzindo riscos associados ao uso excessivo das telas.
A coluna Dr. Bartô e os Doutores da Saúde, com o professor João Paulo Lotufo, vai ao ar quinzenalmente, segunda-feira às 9h, na Rádio USP (São Paulo 93,7; Ribeirão Preto 107,9), com produção da Rádio USP, Jornal da USP e TV USP.
