sábado, 22 de agosto de 2026
Postado emEconomia, São Paulo

Estudo da USP mostra que redistribuição de renda não impede estabilidade fiscal

Estudo da USP mostra que redistribuição de renda não impede estabilidade fiscal
Estudo da USP mostra que redistribuição de renda não impede estabilidade fiscal
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Uma pesquisa do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da USP (MADE) indica que políticas fiscais redistributivas podem ser conciliadas com a estabilidade da dívida pública. O estudo, divulgado recentemente, sugere que investimentos sociais, em vez de comprometerem as contas públicas, podem estimular a economia e ampliar a arrecadação de impostos.

De acordo com os pesquisadores, a política fiscal, que envolve o controle de gastos e a arrecadação de tributos, não precisa se limitar a cortes de despesas. A simulação de diferentes cenários mostrou que o aumento de gastos em programas sociais, saúde e educação pode gerar crescimento econômico, especialmente porque famílias de baixa renda tendem a consumir uma parcela maior de sua renda, o que impulsiona a atividade produtiva e a receita tributária.

Clara Brenck, coordenadora da área de Política Fiscal do MADE, destaca que a forma como os recursos são aplicados é tão importante quanto o controle dos gastos. Desde 2023, o Brasil adota o Regime Fiscal Sustentável, que limita o crescimento das despesas a 70% do aumento da arrecadação, com pisos e tetos para permitir flexibilidade em crises e evitar expansão excessiva em períodos de crescimento.

Para empresários e trabalhadores locais, a pesquisa traz um alento: a possibilidade de conciliar desenvolvimento social com responsabilidade fiscal pode significar um ambiente econômico mais estável e com maior potencial de consumo. No entanto, a implementação de tais políticas exige planejamento cuidadoso e monitoramento constante dos indicadores fiscais.

O estudo reforça que o debate sobre o equilíbrio das contas públicas deve ir além do corte de despesas, considerando estratégias que promovam o crescimento e a redução das desigualdades, sem comprometer a sustentabilidade da dívida.

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