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sábado, 22 de agosto de 2026
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Quaest: Flávio Bolsonaro recupera terreno e Lula estagna, aponta Felipe Nunes

Quaest: Flávio Bolsonaro recupera terreno e Lula estagna, aponta Felipe Nunes
Quaest: Flávio Bolsonaro recupera terreno e Lula estagna, aponta Felipe Nunes
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Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (5) mostra uma recuperação de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial e uma perda de impulso na melhora da imagem do governo Lula, segundo análise do diretor do instituto, Felipe Nunes.

No primeiro turno, Lula (PT) oscilou de 40% para 39%, enquanto Flávio Bolsonaro passou de 28% para 30%. A diferença entre eles caiu de 12 para nove pontos percentuais. No segundo turno, Lula tem 44%, e Flávio Bolsonaro, 39%. Na pesquisa anterior, eram 45% e 37%, respectivamente. A vantagem do presidente diminuiu de oito para cinco pontos.

As variações individuais estão dentro da margem de erro, mas Nunes avalia que o conjunto dos indicadores, como intenção de voto, rejeição, potencial de voto e convicção, aponta uma recuperação do senador. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026.

Além de avançar nas intenções de voto, Flávio Bolsonaro ampliou de 38% para 41% o percentual dos entrevistados que o conhecem e poderiam votar nele de julho para agosto. A rejeição oscilou de 57% para 54% no mesmo período, e a parcela de seus eleitores que considera o voto definitivo subiu de 62% para 68%.

Para Nunes, a primeira peça da reorganização da direita foi a reconciliação pública com Michelle Bolsonaro. As pazes foram consideradas positivas por 59% e negativas por 25%. A avaliação positiva chega a 88% na direita não bolsonarista e a 90% entre os bolsonaristas. Também aumentou de 38% para 46% a parcela que considera que o apoio de Michelle eleva as chances de vitória de Flávio Bolsonaro.

Outro fator foi a reação à proibição de Flávio Bolsonaro visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para 52%, a decisão foi errada; 41% a consideraram correta. Segundo a pesquisa, 54% dizem que as declarações de Flávio Bolsonaro sobre as urnas em uma reunião com embaixadores não alteram a intenção de voto.

A aprovação do governo vinha melhorando desde abril, quando 43% aprovavam a gestão e 52% desaprovavam. Em julho, os índices chegaram a 48% e 47%, respectivamente, e permaneceram nesse patamar em agosto. Segundo Nunes, os programas econômicos continuam ajudando Lula, mas perderam capacidade de produzir novos ganhos políticos.

No Desenrola 2.0, a parcela que considera o programa uma boa ideia caiu de 55% para 47%, enquanto o percentual de beneficiados diretamente passou de 12% para 10%. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil seguiu movimento semelhante: a parcela que diz ter sido beneficiada oscilou de 32% para 30%.

A percepção sobre a economia apresenta movimentos em direções diferentes. Para 43%, a situação piorou nos últimos 12 meses; 35% dizem que ficou igual, e 19%, que melhorou. Também aumentou de 66% para 68% a parcela que percebeu alta nos preços dos alimentos. Para 69%, o poder de compra é menor do que há um ano. Por outro lado, o percentual que considera estar mais difícil conseguir emprego caiu de 55% para 48%, enquanto os que dizem estar mais fácil passaram de 36% para 41%. A expectativa de melhora da economia nos próximos 12 meses avançou de 39% para 46%.

Outro fator que passou a pesar contra Lula, segundo Nunes, é a reação do governo ao novo tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em maio, 39% avaliavam bem a resposta de Lula, e 36%, mal. Agora, 43% dizem que o governo reagiu mal, e 38%, bem. A piora também atingiu a disputa pelo discurso de patriotismo e defesa dos interesses do Brasil: em julho, 51% apontavam Lula como quem melhor defendia o país, contra 34% que citavam Flávio Bolsonaro. Agora, são 46% e 38%, respectivamente.

A dois meses do primeiro turno, 69% dos eleitores dizem que já definiram o voto para presidente, enquanto 31% admitem mudar. O índice de voto definitivo era de 56% em março, passou a 63% em maio, chegou a 65% em julho e atingiu 69% em agosto. A convicção é maior entre os eleitores dos dois líderes: 77% dos que escolhem Lula e 68% dos que preferem Flávio Bolsonaro consideram o voto definitivo.

Os independentes formam a maior parcela do eleitorado, com 32%. No primeiro turno, Lula tem 24% entre os independentes, e Flávio Bolsonaro, 18%. No segundo turno, Lula oscilou de 40% para 33% entre os independentes, enquanto Flávio Bolsonaro passou de 27% para 30%. Os dois principais candidatos enfrentam alta rejeição nesse grupo: 62% dos independentes dizem que não votariam em Lula, e 60%, que não votariam em Flávio Bolsonaro.

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