sábado, 22 de agosto de 2026
Postado emSão Paulo, Vida e Saúde

USP lança cartilha inédita para planejar o pós-parto

USP lança cartilha inédita para planejar o pós-parto
USP lança cartilha inédita para planejar o pós-parto
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Pesquisadoras da Escola de Enfermagem (EE) da USP desenvolveram a primeira cartilha do Brasil dedicada ao planejamento do puerpério, período pós-parto. A ferramenta, intitulada “Meu plano de pós-parto”, orienta gestantes a refletirem antecipadamente sobre cuidados, rede de apoio, saúde mental, sexualidade e organização da rotina após o nascimento do bebê.

Segundo a professora Carla Marins Silva, enfermeira obstétrica e uma das autoras, a iniciativa é pioneira no país. “Aqui no Brasil não tinha nada publicado sobre isso, só sobre plano de parto. E esse foi o primeiro, foi bem pioneiro”, afirma. A cartilha busca promover a autonomia e o protagonismo da gestante, em um modelo de cuidado que vai além do biológico.

O puerpério é um período de intensas mudanças físicas, hormonais, emocionais e sociais, mas frequentemente negligenciado. “Os profissionais se voltam para o bebê, a família se volta para o bebê”, observa Carla. A cartilha estimula o planejamento ainda na gestação, com um checklist para a internação, incluindo quem cuidará dos outros filhos, animais de estimação e plantas, além de decisões sobre tarefas domésticas e exercícios físicos.

O material também aborda a sexualidade no pós-parto, com orientações sobre métodos contraceptivos, e a saúde mental, com espaço para registrar contatos de confiança e atividades prazerosas. A professora ressalta que “o desmedicalizar não é negar a biologia e nem negar a necessidade de cuidados clínicos”, mas integrar esses aspectos ao cuidado integral.

A cartilha foi publicada na revista Acta Paulista de Enfermagem em 2024 e contou com apoio da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) da USP e do Santander Universidades. O próximo passo é a implementação na Casa Angela, centro de parto humanizado em São Paulo, com 6.300 exemplares impressos. O Ministério da Saúde já incorporou parte do trabalho na nova Caderneta Brasileira da Gestante, disponível no SUS.

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