sábado, 22 de agosto de 2026
Postado emPolítica, São Paulo

NEV-USP investiga políticas de segurança nas fronteiras brasileiras

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NEV-USP investiga políticas de segurança nas fronteiras brasileiras
NEV-USP investiga políticas de segurança nas fronteiras brasileiras

O Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) iniciou um projeto para investigar a implementação de políticas de segurança pública em regiões de fronteira do Brasil. A pesquisa, intitulada “Fronteiras da segurança: políticas de segurança pública nos limites do Brasil”, foi aprovada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) por meio do Programa de Cooperação Acadêmica em Segurança Pública e Democracia (Procad-SPD).

O Brasil possui 16.885,7 quilômetros de fronteiras com dez países da América do Sul. Essas áreas enfrentam desafios como crime organizado, contrabando e extração ilegal de madeira, o que torna a segurança pública um tema complexo.

Segundo o coordenador do NEV-USP, professor Marcos César Alvarez, o objetivo é criar um banco de dados com a produção científica sobre o tema e realizar pesquisas locais que contribuam para políticas públicas. As regiões escolhidas são Tabatinga (AM), que faz fronteira com Colômbia e Peru; Dourados (MS), próxima ao Paraguai; e Santana do Livramento (RS), na divisa com o Uruguai.

“A ideia é pegar três pontos das fronteiras brasileiras que têm grande complexidade. Não adianta a gente pensar que a fronteira é algo homogêneo, muito pelo contrário”, afirmou Alvarez.

As pesquisas analisarão as medidas de segurança do governo e os arranjos locais, considerando aspectos regionais, sociais e culturais. O projeto conta com parcerias nacionais e internacionais, incluindo pesquisadores de Sociologia, Antropologia e Ciências Humanas da USP, Unicamp, UFGD, UEA, UFRGS, University of Toronto (Canadá), San Diego State University (EUA) e Universidad de la República (Uruguai).

O professor destaca que os dados levantados são importantes para orientar políticas públicas e ampliar o debate sobre direitos humanos e cooperação entre os países.

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